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Belo Horizonte, Minas Gerais, Brazil
Às vezes me pergunto porque sou assim tão intensa e me jogo de cabeça? Aí eu paro e reflito. É porque a vida é viver. E mesmo que às vezes eu olhe pra trás e pense: Podia ter feito diferente? Penso um pouco mais e digo não, melhor ter vivido do que pensar no que poderia ter sido.

!O espaço certo para quem quer conhecer e divulgar o novo...




Pelo grande amor a música independente e de qualidade. Marcela Viana, amiga,companheira, e grande divulgadora de uma música que não ocupa a programação de rádios e TV´s. Faz do BLOG TOTALMENTE INDEPENDENTE, um espaço precioso para quem quer divulgar seu trabalho, mas principalmente para aqueles que querem conhecer o que anda rolando no cenário alternativo brasileiro: Música de qualidade sim,mas feita as margens da grande onda. E onda, após onda,”em excesso, até o que é fracasso faz sucesso por aí”...



Gléuber Venâncio.

quarta-feira, 12 de maio de 2010

Entrevista com Gléuber Venâncio

Aí galera, como eu tinha prometido segue aí uma entrevista para vocês conhecerem melhor o  trabalho de um músico extremamente autoral, Gléuber Venâncio. O cara que já fez parte de bandas belorizontinas,hoje se dedica exclusivamente ao projeto individual. Dono de composições emocionantes,o músico mineiro se dedica com amor ao trabalho que leva muito a sério.
                                                 Marcela Viana



Marcela Viana: Como começou sua história com a música?



Gléuber Venâncio: Graças a Deus, nasci numa família musical. Minha avó,meus tios, e primos, sempre tocavam lindas canções ao meu lado. Um dos meus tios era luthier, e fazia instrumentos lindos,mas por causa da pouca idade que eu tinha, não tive a felicidade de ser presenteado por algum deles. Vi isso acontecer com meu primo mais velho. Ele ganhou um violão branco,pequeno. Mas, infelizmente o tio faleceu antes que eu pudesse chorar por um violãozinho igual.

 Aos 11 anos ganhei uma guitarra de presente. Só que antes disso já ocupava o violão da minha avó Luzia, com os poucos acordes que me ensinaram a fazer. Eu era especialista em quebrar as cordas. Teve uma época que o violão teve apenas uma . E as primeiras notas eu aprendi aos 9,10 anos de idade. Também me fascinava  ficar ouvindo minha avó, e meu tio tocarem valsas antigas. Enchia o saco deles para que eu pudesse aprender a fazer igual. 



Marcela Viana: E como sua família reagiu quando você optou por ser músico?



Gléuber Venâncio: É natural rolar uma certa preocupação,mas sempre tive o apoio familiar, principalmente de minha mãe. Toda vez que ela me oferecia a oportunidade de escolher algum presente, a opção sempre era um instrumento musical. E com uma enorme paciência, era ela quem mais ouvia ou lia as letras que eu desde sempre escrevi. A esperava chegar do trabalho super ansioso para que ela avaliasse meus rabiscos. O meu pai por ser um artista nato vislumbra ainda hoje, meu sonho de tocador.

Marcela Viana: É, e parece que o paizão pode ficar otimista sente só.




Marcela Viana: O que mais te preocupou ao optar pela música como profissão?

Gléuber Venâncio: Abandonar um pouco os estudos por causa da música foi o que mais me preocupou. Minha mãe sempre era convidada a comparecer nas escolas em que eu estudava por causa de minhas batucadas nas carteiras. Eu usava as mãos para sonorizar, outras vezes canetas e lápis para imitar a bateria.



Marcela Viana: Seus ídolos?



Gléuber Venâncio: Meu primeiro grande ídolo foi o cantor sertanejo Sérgio Reis,mas em 1991 conheci o trabalho de uma banda que realmente me pegou forte, Engenheiros do Hawaii. Eu sempre fui realmente fascinado pela banda. Desde que a conheci nunca mais passei um dia sem escutar.   Mas, vários músicos me fascinam. Principalmente musicos mineiros, eu adoro! Posso citar alguns nomes: Maurício Tizumba, Titane, Selmma Carvalho, Patrícia Ahmaral, Éricka Machado, Pedro Morais, Kadu Vianna, Nito Landau, Pato Fu, Marina Machado...

       E andando um pouco mais longe devo expressar o enorme apego pelas obras de: Belchior, Elis Regina, Moska, Zé Ramalho, Legião Urbanda, Oswaldo Montenegro, Zeca Baleiro, Raul Seixas, Tom Jobim, Cazuza, Lobão, e um monte que fizeram o Rock Nacional dos anos 80.



Marcela Viana: Agora dá pra ver por que o cara manda bem: Como foi sair de casa para tocar pela primeira vez?



Gléuber Venâncio: Quem primeiro me levou para tocar foi um professor de música, Elias Lions. Ele tocava violão e cantava, enquanto eu fazia meu barulho no teclado. A gente tocou em vários bares de Belo Horizonte. Às vezes, eu acho que chegamos a “falir” alguns. KKKKKKKKKK

Outro amigo que me levou a tocar em vários lugares, incluse numa cidade com o nome de “Pindaíbas”, foi o bom e velho Amarildo Maciel. Nos dois casos toquei de tudo mesmo,viu?Sertanejo,Rock,MPB,Brega...



Marcela Viana: E a primeira banda?



Gléuber Venâncio: Me lembro bem qual foi a primeira música que toquei com banda: “Que país é esse”?, com os amigos da extinta Horizonte Virtual, eu fazia guitarra base. Antes disso eu, e meu compadre Fernando Faria (Guitarra/Voz) ), já haviamos feito um projeto de banda,mas fomos os únicos participantes do que se chamou “Watts Nativos”. A gente se separou depois do primeiro show que me lembro ter sido na Galeria Carmo Sion,mas chegamos a fazer alguns programa de TV. E anos depois nos reencontramos, e ao lado do pequeno notável Cristiano Borges (Bateria), nasceu uma banda extremamente autoral: U-Manos. Com essa  formação toquei Contra-baixo. Pararelamente ao U-Manos rolava o trio Ju-Latera. A guitarra comandada pelo amigo de fé Wanderson Mediana, Batera idem-U-Manos, e quem cantava e tocava baixo era eu.  Essas duas bandas duraram até 2007. O fim da banda Horizonte Virtual, já me fez pensar em cantar minhas próprias musicas,mas isso realmente veio se tornar real após a última apresentação com a U-Manos.


Marcela Viana: Cite algumas das maiores dificuldades que você encontrou ao optar pela carreira solo:

Gléuber Venâncio: Umas das coisas mais difíceis, é alguém realmente acertar meu nome KKKKKKK,mas faz muita falta a criação coletiva para compor. As várias horas de ensaio, os vários porres, e vários poemas que eu vivi junto  aos caras que já tocaram comigo.

A saudade é longa,mas a estrada também. Se a vida quis assim,tenho apenas que seguir em frente. Hoje tem uns amigos que tocam comigo. Eles são legais,e super profissionais talentosos mesmo.


Marcela Viana: Quando aconteceu a primeira apresentação solo?



Gléuber Venâncio: Desde quando tocava com o amigo Amarildo Maciel, já apresentava algumas músicas tocando e cantando sozinho. Mas, o grande evento veio mesmo em 2008. Eu tive o prazer de participar de um projeto semelhante ao “Vozes do Morro”, chamado “Eu só quero meu morro feliz”. Ele aconteceu no Sambódromo do Eldorado,em Contagem. E toquei no mesmo palco de vários artistas locais,mas também de nomes já super consagrados. Wilson Sideral foi um deles.

        Depois disso não tenho conta de quantas vezes toquei pelas cidade de Contagem e Belo Horizonte,mas quase sempre sendo,Voz,Solidão & Violão.



Marcela Viana: Depois do grande do evento “Eu só quero meu morro feliz”, iniciar a gravação do CD independente foi algo natural?



       Gléuber Venâncio: Na verdade as gravações começaram mesmo logo após um outro evento super importante e decisivo para mim. O show que fiz no Matrix, em 21 de Novembro de 2008. Nesse show estavam presentes os grandes músicos que gravaram as faixas que vão estar no CD. Bateria: Walter Piezzo, Baixo: Koto Germano, Guitarra: Léonardo Lima. Gravamos tudo no estúdio do batera Waltinho. Também foi ele quem produziu todas as faixas. A gente fez algo bem simples sim,mas com bastante amor e carinnho. Tenho certeza que alguns vão gostar bastante. Até mesmo pelo projeto inovador que será o material todo.


Marcela Viana: Projeto inovador? Explique melhor,por favor...



Gléuber Venâncio: Posso dizer que a inovação a qual me refiro ficará mesmo por conta do material gráfico e do box usado para guardar o cd. Será algo pouco usual. Não pretendo revelar tudo agora,mas tenho comigo que chamará bastante atenção. Já as músicas selecionadas passeam por vários estilos,mas isso é algo forte em minha personalidade mesmo. Sempre fui eclético ao extremo. Temos Blues,Reggae,Pop,baladas, e guitarras distorcidas. Algum dia vou gravar uma valsa antiga. Se Deus quiser, Francisco Petrônio,eu adoro!



Marcela Viana: Dá pra ver que o cara não veio a passeio queremos publicar em primeira mão o lançamento deste CD que promete viu.E o que dizer sobre suas composições?

Gléuber Venâncio: Minhas músicas são super-pessoais. Histórias reais...Algumas aconteceram comigo,outras vieram de pessoas próximas. Também pelas revoltas que a gente sente pelos caras que comandam o país, e outros mais. Pelos tantos que nem tem direito o que comer, o que vestir...Isso é um enorme absurdo! Pensar nisso tudo me faz escrever letras pouco amistosas. Mas,eu sou romantico por natureza. Às vezes nego os versos que penso, repenso os versos que vivo. Eu guardo os amores que eu perco, e as canções que eu preciso fazer. Eu verdadeiramente não me importo com rótulos. Cara, simplesmente posso fazer um Samba,um Rock, Axé,sei lá... O artista tem que ser livre antes de tudo. E se livrar de preconceitos também.

Marcela Viana: Belas palavras, e pra fechar em grande estilo deixo aqui mais um pouquinho do trabalho de Gléuber Venâcio.





Espero que vocês tenham curtido tanto quanto eu.
Dentro de alguns dias vou postar o trabalho de mais um artista. prometo que será outra grande revelação. Vou postar também um trabalho um pouco diferente mas só saberão depois.

quinta-feira, 6 de maio de 2010

Gléuber Venâncio

Já de saída, quero apresentar aqui uma cara com uma musicalidade incrível. Não bastando as suas letras cheias de conteúdo ele ainda tem um son que levanta o astral.
Deixo aqui uma amostra e tenho certeza que ficará com gostinho de quero mais.

Dentro de alguns dias vou postar uma entrevista e algumas outras músicas. Vale a pena conferir!!!!!!!!!